quinta-feira, 3 de novembro de 2016

860.000 Vidas Salvas - A Verdade sobre Pio XII e os Judeus



As pessoas frequentemente se perguntam: por que o Papa Pio XII, Eugenio Pacelli, não se opôs publicamente contra Hitler? O historiador Frei Dermont Fenion do Birmingham Oratory analisa os fatos e coloca as coisas em seu devido lugar.

A resposta se encontra no relato de um antigo preso de Dachau, Monsenhor Jean Bernard, posteriormente bispo de Luxemburgo:

"Os padres detentos tremiam sempre que se chegavam notícias de algum protesto por alguma autoridade religiosa, especificamente se fosse do Vaticano. Nós todos tínhamos a impressão que nossos guardas nos faziam pagar caro pela fúria que aqueles protestos causavam... Sempre que o tratamento conosco se tornava mais violento, os pastores protestantes entre os prisoneiros costumavam desabafar sua indignação nos padres católcios: "Novamente o seu grande ingênuo papa e esses tolos, seus bispos, estão abrindo a boca... Por que eles não resolvem calar-se de uma vez. Eles fazem o papel de herói e nós é que temos que pagar a conta."

Albrecht von Kessel, um oficial da embaixada alemã no vaticano durante a guerra, escreveu em 1963:

"Nós estávamos convencidos de que um protesto inflamado do Papa PIo XII contra a perseguição dos Judeus não teria salvado a vida de um só judeu. Hitler teria reagido a qualquer ameaça que sentisse contra si com violência cruel."

O verdadeiro questionamento é portanto não o que o Papa disse, mas o que o Papa fez? Ações falam mais alto que palavras. A política papal na Alemanha nazista estava direcionada especialmente às condições locais. Era coordenada com a hierarquia local. A política nazista em relação aos judeus variava de país para país. Portanto, embora as medidas anti-semitas fossem confrontadas na França pelo protesto público do Arcebispo Saliege de Toulouse, junto do Arcebispo Gerlier de Lyons e o Bispo Thias de Mantauban, seu protesto foi apoiado por uma campanha de resgate a abrigo altamente eficaz. 200.000 vidas foram salvas. Na Holanada, nas palavras de Frei Michael O'Carroll, o resultado foi não obstante trágico. O historiador judeu Pinchas Lapide dá um resumo do ocorrido:

"A mais triste e mais provocadora conclusão é que ao passo que o clero católico da Holanda protestava, expressiva e frequentemente contra as perseguições ao judeus, mais alto que a hierarquia religiosa de qualquer outro país ocupado pelos nazistas, mais judeus, algo como 11.000 (79% do total), foram deportados da Holanda: mais que em qualquer outra parte do ocidente"

A visão de Van Kessel é portanto confirmada pela pela experiência da Holanda Nazista: protestos só significavam ainda mais represálias.


(Famílias Judaicas hospedadas no Castelgandolfo, residência de verão do Papa Pio XII)
E o que dizer de Roma? Em 1943 o embaixador alemão na Santa Sé, Von Weizsaecker, enviou um telegrama a Berlim. O documento é citado como evidência condenatória contra Pio XII:

"Ainda que sob pressão de todos os lados, o Papa não deixou ser levado a qualquer censura à deportação de Judeus de Roma. Como provavelmente não há qualquer razão para esperar outras ações alemãs contra os Judeus de Roma, podemos considerar que uma questão tão perturbadora para as relações da Alemanha com o Vaticano já esteja liquidada."

O telegrama de Von Weizsaecker era na verdade um aviso para não se proceder com a deportação proposta de judeus de Roma. "Provavelmente não há qualquer razão para esperar outras ações alemãs contra os Judeus de Roma". A ação de Von Weizsaecker se referia a um aviso do Papa Pio XII a Hitler: "caso a perseguição e prisão de judeus romanos não parasse, o Santo Padre teria que fazer um protesto público". A ação conjunta de Von Weizsaecker e Pio XII terminou com a perseguição nazista contra os Judeus de Roma. 7.000 vidas foram salvas.

Na Hungria, um número estimado de 80.000 certificados de batismo foram impressos pelas autoridades católicas aos Judeus. Em outrtas áreas da Europa Oriental, a rede de fuga do Vaticano (organizada através da Bulgária por Nuncio Roncalli - posteriormente papa João XXIII) continua a impressionar aqueles que estudaram o assunto, por conta da eficiência da operação de resgate realizada pela Igreja.  David Herstig conclui seu livro sobre o assunto dessa forma:

"Aqueles resgatados por Pio XII vivem agora por todo o mundo. Só da Romênia foram para Israel algo como 360.000 até o ano de 1965"

A defesa de Pio XII tem sido feita especialmente por escritores judeus e de arquivos israelenses. Hoje é comprovado que o Papa supervisionou uma rede de resgate que salvou 860.000 vidas de Judeus - mais que todas as agências internacionais juntas.

Depois da guerra, o rabino  chefe de Israel agradeceu a Pio XII pelo que tinha feito. O rabino chefe de Roma entretanto deu um passo ainda maior: tornou-se católico e foi batizado como Eugenio, em homenagem ao Papa


Fonte e adaptação: http://www.jewishvirtuallibrary.org/jsource/anti-semitism/piusdef.html

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