domingo, 29 de abril de 2018

Participação do Brasil na Guerra das Malvinas



Há 36 anos o presidente em exercício no Brasil na noite de 02 de Abril de 1982, quando eclodiu a Guerra Malvinas,  era João Figueiredo (1979-1985). 

A Inglaterra foi um império por séculos. Sempre se manteve em guerras constantes em algum lugar do globo, seja apoiando seus aliados da OTAN, seja empenhando-se em suas próprias campanhas militares.

O governo militar argentino, na tentativa de dar uma sobrevida ao regime ditatorial, empenhou-se na produção de uma campanha internacional. Decidiu então invadir e tomar as Falklands Islands, usurpadas do território das Províncias Unidas do Prata ainda no século XIX.

A invasão foi inesperada e as tropas insulares inglesas foram facilmente derrotadas. Os argentinos ocuparam militarmente o arquipélago com fuzileiros, mas não ampliaram a pista de pouso, permitindo assim que seus caças pudessem decolar da ilha. O governo de Galtiere não supunha uma forte reação militar do governo britânico, esperando que o problema pudesse ser resolvido na ONU. 

A reação britânica foi avassaladora, deslocando boa parte de sua marinha para o Atlântico Sul. O cruzador argentino General Belgrano foi covardemente afundado fora da zona de conflito matando 323 marinheiros. O troco veio em seguida, mísseis exocet disparados pelos caças franceses da Fuerza Aerea Argentina (FAA) causaram sérios estragos nas frotas inglesas. 

Internacionalmente, Cuba ofereceu tropas para lutarem na defesa das ilhas recém conquistadas. Entretanto, a aproximação com países socialistas ainda era complicada no início dos anos 80. Inesperadamente Muammar Mohammed Abu Minyar al-Gaddafi, ditador da Líbia, enviou dois aviões carregados de armamentos. A Argentina retribuiu a gentileza enviando-lhe frutas e cavalos criollos. O Brasil manteve-se neutro, pelo menos oficialmente. 



Os submarinos nucleares ingleses sitiaram a marinha argentina em seus próprios portos. Uma infantaria composta por 10 mil homens estavam nas ilhas Malvinas para responder a reação britânica. 

O Brasil apreendeu um bombardeiro inglês Vulcan que não pode ser reabastecido em vôo. Ele solicitou um pouso de emergência no Rio de Janeiro sendo escoltado por dois F-5 da FAB. O Brasil não devolveu imediatamente o avião, apenas 5 dias mais tarde e sem os armamentos que transportava sob a exigência de que ele não mais fosse utilizado no conflito. Acredita-se que parte do avião e dos mísseis foram desmontados e serviram aumentar no conhecimento bélico brasileiro. 



Durante o conflito mais de 70 aviões foram derrubados. Em contrapartida, a FAA afundou 4 grandes navios da marinha inglesa e danificaram gravemente pelo menos 9 outras embarcações. 

O Brasil cedeu em regime de concessão (desde que pago o aluguel) dois bandeirulhas (aviões de patrulhamento) para a Fuerza Aerea Argentina. 



O Brasil permitiu que seu espaço aéreo fosse utilizado para que armas e equipamentos fossem enviados para a Argentina.

Apesar da colaboração os soldados argentinos foram derrotados pelo frio, pela falta de apoio logístico e escassez de suprimentos. A ditadura argentina controlava a imprensa e não noticiava as derrotas de suas tropas. Em 14 de Junho de 1982, dois meses após o início dos conflitos, as tropas do país sul-americano capitularam contrariando as expectativas populares. 

Recentemente, no ano de 2012, o Brasil proibiu os navios com bandeira das ilhas Malvinas de aportar no litoral brasileiro. As tensões políticas entre a coroa britânica e o Brasil aumentaram na medida em que a ação do governo brasileiro aumentou o isolamento da população da ilha. 

As ilhas dependem da energia eólica ou da queima de óleo importado do império britânico. 

As ilhas arrecadam 300 milhões de dólares apenas com concessões de licenças de pesca no território marítimo pertencente ao arquipélago. 40 mil turistas também passam pela ilha no caminho para a Antártida. Entretanto, a prospecção de petróleo parece ser a mais promissora das atividades econômicas da região. 

Lições da Guerra das Malvinas para a América do Sul


A Guerra das Malvinas deixou uma excelente lição para os países latino-americanos para não contar com tecnologia, suporte e equipamentos das potências ocidentais. Afinal, assim que começou o conflito, os EUA declararam embargo de equipamentos militares ao governo argentino, a França também deixou de vender seus famosos mísseis e entregou segredos militares de seus próprios equipamentos para a  Inglaterra. 

Venezuela, Guatemala e Cuba ofereceram tropas. O Brasil, tendo nos EUA e nas potências europeias os principais compradores de seus commodities manteve-se formalmente neutro. Mas treinou pilotos argentinos, permitiu que armamentos de origem soviética fossem entregues aos argentinos sobrevoando o espaço aéreo brasileiro e apreendeu um bombardeiro britânico em terras brasileiras. 



Por isso é essencial continuarmos desenvolvendo nosso expertise militar com a fabricação do Gripen NG, com transferência tecnológica da SAAB para a EMBRAER para a desenvolver seu próprio Caça de quarta geração. 



Também estamos desenvolvendo nosso próprio submarino nuclear, arma essencial na proteção do vasto litoral do Brasil. Foram os Submarinos ingleses que impediram que o porta aviões e outras embarcações argentinas participassem ativamente do conflito. Infelizmente, o projeto encontra-se seriamente comprometido pelas investigações da Odebrecht, empresa responsável pelo projeto. 

Exportado para diversos países o Super-Tucano da EMBRAER

Continuamos com o melhor treinamento de selva em bases na Amazônia, temos o Super-Tucano para patrulhamento das fronteiras aéreas. O avião leve destaca-se pelo custo operacional mais barato do mercado. São armas com 5 hardpoints para utilização de mísseis guiados a laser e metralhadoras que podem fazer sérios estragos em tropas terrestres. (Para combates aéreos seriam utilizados os caças Gripen NG e os caças F-5).

IA2 - Fuzil 100% Nacional fabricado pela Imbel em Itajubá

O Brasil também desenvolveu seu próprio fuzil. O Exército está testando um novo fuzil que irá substituir o FN FAL (fuzil automático leve), de projeto belga, usado pelos militares desde 1964. Considerado o primeiro totalmente desenvolvido e produzido pela indústria nacional, o IA2 foi desenhado pela Imbel (Indústria de Material Bélico do Brasil, vinculada ao Ministério da Defesa em Itajubá), possui 85 centímetros e pesa 3,34 quilos - mais leve que o atual.



O Complexo Naval de Itaguaí, através da transferência de tecnologia francesa, vem construindo submarinos de propulsão convencional (O Riachuelo será lançado em Dezembro segundo recente reportagem do Estadão) e mantém o projeto para o desenvolvimento do Submarino Nuclear para 2028.

Fontes:

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Obsolescência Programada SONY

Caríssimos, 

Há alguns anos adquiri um uma TV SONY KDL 40-EX-525. Por Coincidência minha ex-sogra tinha o mesmo modelo.

Ela tinha o hábito de assistir TV e eu só quando sobrava tempo. De forma repentina, apareceu uma mancha cor de rosa na parte superior do Televisor dela, a mancha foi crescendo aos poucos e já ocupa boa parte da tela.

Hoje, dia 25/04/2018, estava assistindo um documentário e, de repente, a tela dividiu-se em três linhas horizontais. A superior exibia o canal de forma distorcida, a do meio ficou opaca e oscilando entre as cores: cinza, azul e preto e a de baixo é a unica que exibia normalmente o canal:




O mesmo defeito apareceu em dois televisores que não sofreram qualquer choque físico, nenhum tombo. O nome disso é OBSOLESCÊNCIA PROGRAMADA SONY. Após algum tempo de uso, todos os aparelhos começam a apresentar defeitos semelhantes. Basta ir ao "Reclame Aqui" para constatar:

2 consertos em menos de 8 meses:

Quebrou com 3 anos de uso, mesmo defeito:

Nessa apresenta exatamente o mesmo defeito, o consumidor, indignado, fez uma coletania de reclamações com as mesmas descrições:



Há inclusive um abaixo assinado de petição pública pra quantificar as pessoas prejudicadas por essa marca, especificamente esse modelo:


Considerando que é necessária a nota fiscal do produto pra assinar, o número de 1416 pessoas é bem expressivo.

Preferi escrever uma postagem sobre isso pois a Sony passava, até pouco tempo, uma imagem de excelência profissional. E muitas vezes ficamos fadados a ter uma luta demorada na justiça para recuperar um bem material que deveria ter qualidade pela confiança que tivemos no fabricante.

Um último detalhe: Tenho um monitor Positivo com caracteristicas semelhantes: tela de cristal liquido, que uso com muito mais frequência para jogos, há 14 anos e nunca apresentou qualquer defeito.