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Corredores de Taipa da Serra Catarinense |
Fundada em 1766 pelo bandeirante paulista Antonio Correia Pinto de Macedo, Lages servia inicialmente como estalagem para a rota comercial entre o Rio Grande do Sul e São Paulo, principalmente na passagem do gado muar, cavalar e bovino dos campos gaúchos e platinos para a famosa feira de Sorocaba. Sem sombra de dúvidas esta feira foi o ponto de maior comercialização de muares do final do século XVIII até o último quartel do século XIX no Brasil. Para lá, convergiam imensas comitivas de tropeiros provenientes das mais diferentes partes da região platina e dos pampas gaúchos. Uma das rotas mais conhecidas tinha origem na região de Corrientes, na Argentina e reunidos em Cruz Alta, no Rio Grande do Sul, para seguir em direção a Sorocaba.
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Idealização de Getúlio Delphim da Feira de Sorocaba |
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Corredores de Taipa da Serra Catarinense |
Quando chegou o século XX, abrindo novas rotas comerciais entre o Sul e o Sudeste, um estranho fenômeno ocorreu: na região das menores temperaturas do Brasil, o tempo congelou-se. Por uma extensão de mais de cem quilômetros, o que se observa na Coxilha Rica são sedes de fazendas centenárias e bem conservadas, ao longo das ruínas dos corredores de taipa, construídos para orientar os tropeiros e facilitar o ajuntamento dos animais. Na divisa com o Rio Grande do Sul, junto ao rio Pelotas, o Passo Santa Vitória, além de ponto de parada das tropas, abrigou um posto de alfândega na época em que as terras gaúchas pertenciam aos espanhóis. Batalhas da revolução Farroupilha também se passaram ali.
O Caminho de Viamão, que abasteceu com tropas de muares, cavalos e gado durante os séculos XVIII e XIX é um patrimônio histórico brasileiro.
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